E aí galera, aqui é o Victor e hoje vou fazer um mini deck profile/explanation de um deck que eu fiz para jogar o big champs do dia 13/06, mas infelizmente acabou que eu não pude jogar, mas isso não impediu esse deck de ser posto à prova.
Basicamente a história por trás do deck é essa (bem grandinha até):
Assim que foi liberado o booster World Superstars houve muitas discussões sobre as boas cartas novas no tcg, muitos ficaram basicamente no combo Seraph (stick-chair), porém a galera com menos grana, vulgo eu, se interessou mais por as novas cartas heroic, monstros que adicionam consistência aos decks, Heroic Challenger Halberd e Heroic Challenger Thousand Blades. Eu comprei um playset pouco depois do release, lembro até de brincar com o CHsapo de que algum dia eu iria fazer um anti-meta com FF Bear (uma das minhas cartas favoritas) e esses bichos, mas na época foi só uma brincadeira, eu ainda estava meio convencido de que os rogues estavam fadados ao fracasso desde o release do duelist alliance que elevou o teto do jogo muito mais do que os booster anteriores vinham fazendo, como legacy of valiant e primal origins.
Com o lançamento de secret of forces as estratégias anti meta melhoraram consideravelmente com o yosenju e o ritual beast. Nessa época, eu optei pelo yosenju que era um deck com preço mais em conta e ainda tinha a temática de beast-warriors que me agrada bastante. Porém, depois de algumas semanas jogando com o deck, eu não me sentia confortável pois o deck tem uma péssima engine para jogar yugioh. Esse trecho pareceu um pouco abstrato, então vou explicar o que quero dizer com isso. Primeiramente, o deck não possui nenhum stand alone, o que significa que se você perder seus recursos, você não estará apto a voltar ao jogo. Além disso todas as jogadas minimamente decentes envolvem 2 ou mais monstros, e apenas jogadas com o kama 3 te permitem “jogar o yugioh moderno”, que é onde se cria recursos. Porém o deck ainda obtinha muitas vitórias simplesmente pela quantidade enorme de floodgates que ele conseguia suportar (macro, d. fissure, vanity, etc). Eu sempre gostei de floodgates, mas após jogar bastante com o deck, eu não quis seguir adiante, pois não me agradava “travar” o oponente se meu deck também não jogava. Você percebe claramente que a partida do yosenju e bater com monstros enquanto o oponente não joga, e eu realmente não queria perder simplesmente por não puxar a floodgate, visto que meus monstros são inferiores aos do oponente, eu não estaria apto por usá-los sozinhos para ganhar a partida.
Por trás da construção do deck
Na sexta-feira, um dia antes do big champs, eu resolvi tentar finalmente fazer um anti meta com fire fist, um engine que cria vantagem com certa facilidade, e então pensei nos heroics para aumentar a quantidade de monstros, pois não me senti seguro apenas com 7 monstros (virtuais 10 se contadas as tenki), então eu tirei o FF boar e coloquei os heroics (que adicionam mais consistência e poder ao deck, visto que o halberd e um stratos de battle phase e junto com o thousand blades ajuda a acessar o extra deck) para totais 10 monstros, numa contagem real. Eu optei por 1 wolfbark mesmo com os necrovalley e fissure de main deck, já que eu poderia buscá-lo com a tenki numa situação onde não houvessem as floodgates ditas anteriormente.
Esse deck se baseia principalmente na match-up contra satellar, que é o deck meta que aparece em maior quantidade e também aquele que a engine de fire fist tem a maior desvantagem contra, por causa da ragnazero feita sem gastar absolutamente nenhuma carta (na realidade fazendo +3, +1 draw pelo efeito, -1 do monstro destruído, e + 1 do monstro buscado pela deneb). Eu não foquei muito na match-up contra nekroz, tanto que eu nem coloquei mind crush no main e nem no side, visto que é uma carta bem ruim contra satellar já que você leva o call Oasis
no monstro descartado geralmente, porém não pode simplesmente dizer que essa match-up foi completamente ignorada, já que o deck não usa MST justamente para não acumular muitas cartas desfavoráveis nessa match-up.
Uma carta que eu considerei bastante usar de main foi o light – imprisoning mirror, já que ela atinge a minha prioridade, a match-up contra satellar e me defende de uma carta muito forte contra esse deck, o evilswarm exciton Knight . Vocês devem estar pensando, mas ela seria horrível em qualquer outra partida, certo? Mas na realidade, não é como se ela fosse completamente inútil contra os outros decks, algum valor poderia ser tirado no game 1 para que ela não fosse um -1 todas as vezes que não fora contra satellar. Contra shaddoll ela nega os efeitos da construct, felis, Black luster,etc, contra BA ela atinge o Dante e o virgil, contra nekroz ela barra os efeitos dos normal summons manju/senju e do arc light enviado pelo kaleido, ou seja, pelo menos era possível fazer 1-1 nas outras machtups, mas no final eu acabei não o incluindo no main por falta de espaço.
Na prática
Como eu disse no começo, não foi possível que eu jogasse o big champs, porém isso não salvou o deck de ser testado, eu pedi para que meu irmão, o Vinicius, usar o deck para eu ter uma noção do desempenho dessa build. Foi tanto estranho que o deck nem ao menos foi testado, foi montado apenas na teoria já que a decisão foi feita apenas um dias antes do torneio.
O Vinicius acabou ficando com o segundo lugar no campeonato, perdendo na final para um Nekroz, depois de terminar o suíço invicto. As partidas foram as seguintes:
Suiço
Vs. DinoRabbit Anti meta (2×0), Vs. Ritual Beast (2×0), Vs. Satellar (2×0), Vs. Nekroz (2×0), Vs. Satellar (2×1)
Top 4
Vs. Satellar (2×0),Vs. Nekroz (1×2)
Obs: O report do torneio sairá logo, então fiquem ligados!
E assim, vamos chegando ao fim de mais um post aqui na duel domain, espero que tenham gostado, compartilhem com os amigos e até a próxima!

