O blog da Duel Domain está de volta! Atualizado e de cara nova, voltaremos a alimentar o blog semanalmente com reports de torneios locais/nacionais, análise de metas/torneios, e algumas coisinhas mais.
Então pra já retomarmos os trabalhos, venho fazer meu report do Semanal da Rock & Axe que aconteceu no dia 01/06, onde tivemos 19 jogadores, no primeiro torneio da loja que terá report como OTS!

O torneio teve 5 rodadas, e eu terminei ele 5-0-0. Como o pessoal local já sabe, eu joguei de Mitsurugi Fiendsmith, um deck que tenho testado já há quase 1 mês, mas que pela primeira vez em um torneio eu senti que esse deck é realmente muito forte (explicarei mais na frente sobre).
Bom, pra começar, vamos falar um pouco sobre a deck list e o deck em si. Eu usei 22 cartas de engine e 18 techs, totalizando num perfeito 40 cartas de main deck. Mas dessas 22 engines, 5 são bricks (alguns menos que outros) e 17 são 1-card combo, me dando um total de 72% chance de abrir uma combinação de dois 1-card combo, um valor bem respeitável – praticamente 3 a cada 4 partidas. Além disso, todas as techs usadas no main deck são hand traps, o que me dá cerca de 76% chance de comprar 2, o que (de novo) é respeitável, sendo um pouco mais que 3 a cada 4 partidas, e ainda com 40% chance de comprar 3 hand traps.
Sobre o elefante na sala: não sei se perceberam, mas na lista possui 0 Kusanagi e Aramasa, e 1 Mitsurugi Ritual. Bizarro, eu sei. Mas essa é uma ideia que me foi apresentada pelo Caio, que disse ter visto num vídeo do BotaTCG sobre essa mudança. A lógica é a seguinte: a Mitsurugi Mirror faz um trabalho parecido com o do Kusanagi e Aramasa, te deixa terminar o board com Habakiri e Murakumo na mesa e com Prayers na mão. Existem alguns benefícios e alguns malefícios de fazer essa mudança. O benefício imediato é economizar espaço na deck list, e cortar normal summons abaixo da média – mas a quantidade de brick continua a mesma. Além disso, pude colocar 3 Pré-Preparation no deck, o que aumentou o número de 1-card combos disponíveis. Os malefícios que pude perceber são dois principais: 1 – o combo não mais te permite dar OTK apenas com 1 Habakiri, pois necessariamente usando a mirror vc acaba dando o efeito de ambos Habakiri e Murakumo quando são tributados pra colocar os 2 na mesa, e assim não tem mais como utilizar a Prayers tributando um deles pra voltar ao campo pelo próprio efeito e dar mais dano; 2- o combo não mais te fornece 2 lv8 e 2 lv4 na mesa e ainda com outra Prayers na mão, o que é um downside muito relevante num deck de Ryzeal, e também no meu deck de Fiendsmith (fazer moon pra fiendsmith e terminar em ip é bem forte). Então essa é uma modificação que – apesar de ter funcionado em sua premissa – não gostei tanto, e provavelmente vou retornar à ideia mais comum do Mitsurugi.
Comentei no começo que eu finalmente senti a força desse deck, e explico: em outros torneios, nas vezes em que perdi (e algumas nas que ganhei), eu sentia que o combo não era forte o suficiente quando eu tomava interação, ou que se meu oponente jogasse um pouco melhor eu perderia o jogo. Mesmo sabendo que passar de César+trap fiendsmith é bem forte, eu tomava muita Impermanence no César e perdia o jogo, e também tomava bastante Ext na match vs Ryzeal (que sozinho invalida César, toma a trap de fiendsmith e ainda sobra 1 rank4 pra ele fazer). Mas acontece que, acredito eu, tenha sido um pouco de variância nesses outros torneios, onde eu tomei bastante droll (cortando a engine de Mitsurugi) quando eu tinha bastante engine na mão e só me restava o combo Fiendsmith de interação contra 5 cartas do oponente. Mas nesse torneio eu senti que foi diferente em relação às mãos que eu comprei, estavam sempre bem equilibradas entre engine/tech, me permitindo simplificar o game state o suficiente para que minhas poucas engines pudessem capitalizar nisso, coisa que o fiendsmith é rei. Esse equilíbrio de mão é o esperado, na maioria dos casos, se pegar como base as porcentagens que eu citei lá em cima.
No mais, meu torneio teve as seguintes matches:
RD1: Bye (sad face)
RD2: Blue-Eyes Primite W – Wanderson (dado: L)
RD3: Dino Ryu-Ge Fiendsmith W – Johnathan (dado: W)
RD4: Maliss W- Maurílio (dado: L)
RD5: Odion W- Adair (dado: L)
Bom, por hoje é só, espero que tenham gostado, e em breve postaremos mais coisas nessa volta do Blog Duel Domain. Até mais!
